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Foto No pódio da categoria individual adulta,
composto pelo uruguaio Federico Garcia (bronze) e pelos brasileiros
Alexandre Razuck (ouro) e Vitória Lins (prata)
Sucesso
do 6º Pan-americano de Enduro Eqüestre e conquista
de três medalhas de ouro podem ser considerados um marco
na história do hipismo nacional
Um momento histórico para o hipismo brasileiro. Assim
pode ser definido o 6º Campeonato Pan-americano Aberto
de Enduro Eqüestre, realizado entre os dias 17 e 21 de
julho, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP).
Afinal, além do sucesso do evento, realizado pela primeira
vez no país, o Brasil teve um desempenho brilhante
nas trilhas, conquistando três medalhas de ouro e uma
prata.
“Esse é um momento que ficará para a história
não só do enduro nacional, mas de todo o hipismo
brasileiro. Nossas equipes - Adulta e Young Rider –
tiveram um desempenho excepcional, comprovando o altíssimo
nível do enduro eqüestre praticado em nosso país.
Além disso, toda programação transcorreu
da forma planejada. Evidente que surgiram alguns problemas,
mas conseguimos contorná-los e fazer dessa competição
uma grande festa”, ressaltou Silvio Arroyo, presidente
do Instituto Enduro Brasil (IEB).
Opinião parecida demonstrou o diretor de enduro da
Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), Olavo
Maciel. “Essas medalhas, conquistadas diante de oponentes
fortíssimos como os argentinos e uruguaios - atuais
campeões mundiais da categoria Young Rider -, comprovam
que o Brasil é hoje uma força do enduro internacional.
Nossos enduristas têm condições de lutar
pelas primeiras colocações em qualquer lugar
do mundo”, destacou Maciel. “Quanto ao evento,
creio que deu tudo certo. Não tivemos nenhuma ocorrência
com os animais. O saldo é bastante positivo, realmente
um marco no universo hípico brasileiro.”
Por sua vez, o presidente da Federação Paulista
de Hipismo (FPH), Luiz Roberto Giugni, ressaltou o sucesso
do evento apesar do pouco tempo para a preparação
e do orçamento reduzido. “Quando a CBH propôs
que realizássemos esta competição, decidimos
aceitar o desafio, pois sabíamos a equipe que tínhamos
aqui para concretizá-la”, afirmou o dirigente,
que fez questão de agradecer o esforço de uma
série de pessoas envolvidas com o evento, como: Silvio
Arroyo, Olavo Maciel, Léo Steinbruch, Vanda Balassa,
Cadão, Cláudio Bagarolli e, especialmente, Elizabeth
van Schelle.
Para Henrique Garcia, técnico da equipe brasileira
adulta ao lado de Gerson Vieira e Roberto Turato, a competição
pan-americana teve uma característica muito técnica.
“Foi uma prova que em qualquer lugar do mundo seria
considerada de altíssimo nível. Afinal, as condições
estavam bastante difíceis. A trilha, por exemplo, estava
muito complicada em decorrência da chuva dos dias que
antecederam a disputa. Além disso, o dia estava muito
quente, com evaporação e umidade elevadas, o
que dificulta a troca de calor. Isso sem falar nos circuitos
longos, que exigiram bastante estratégia dos competidores.
Mesmo assim, a equipe brasileira teve um ótimo desempenho,
registrando uma média de velocidade superior a vinte
por hora, com os cavalos se recuperando bem e terminando a
prova em condições muito boas.”
O técnico brasileiro também elogiou o conjunto
campeão da categoria adulta: Alexandre Leco Razuck
e HDL Pantheon. “É um conjunto que dispensa qualquer
comentário. Eles são ganhadores aqui no país
há muito tempo e, agora, mostraram que são capazes
de disputar as melhores provas do mundo. A grande qualidade
do Leco é que ele é um cavaleiro que realmente
acredita na sua montaria e sabe muito bem o que vai fazer
durante a prova. Quanto ao Pantheon, é realmente um
craque. É um cavalo fácil de ser montado, um
cavalo que mantém o ritmo, tem um galope que rende
muito, mas acho que sua principal vantagem é a recuperação
cardíaca. O condicionamento físico dele é
excepcional.”
O 6º Campeonato Pan-americano Aberto de Enduro Eqüestre
teve organização conjunta do Instituto Enduro
Brasil (IEB), Federação Paulista de Hipismo
(FPH), Confederação Brasileira de Hipismo (CBH)
e chancela da Federação Eqüestre Internacional
(FEI). O evento, que reuniu 50 competidores de oito países,
também contou com o apoio da Prefeitura de Campinas.
Categoria
Adulta Individual
Medalha
de ouro:
Brasil
Alexandre Leco Razuck e HDL
Pantheon
Medalha de prata:
Brasil
Maria Vitória Lins Liberal e Filoteu Rach
Medalha de bronze:
Uruguai
Federico Garcia Piñeyrua e EO Dubut
Categoria
Adulta/Equipes
Medalha de ouro:
Brasil
Alexandre Razuck e HDL Pantheon
André Vidiz e Pyvha ATA
Lílian Bueno Garrubo e Judah HEM
Newton Lins Filho e NNL Samray
Medalha de prata:
Uruguai
Federico Garcia Piñeyrua e EO Dubut
Pio Juan Miguel e Merlin
Diego Carrasco e Tabu e Julio Machado e Viraz
Categoria
Young Rider Individual
Medalha de ouro:
Guatemala
Laura Paiz e Nico
Medalha de prata:
Argentina
Mariano Pitta e Chaval PP
Medalha de bronze:
Uruguai
Marcela Ott e Baraka Sharjah
Categoria
Young Rider/Equipes
Medalha de ouro:
Brasil
Patrícia Batah Taliberti e Jam Bob Fire
Ana
Carla Maciel e Pimpinela JSM
Ana Luiza Lahud e Luthor Rach e Priscila dos Santos e WN Kamalek
Medalha de prata:
Argentina
Mariano Pitta e Chaval PP
Franco Cuzziane e Gran Indu
Maximiliano Monte e El Sheik e Isidoro Ibarra e Carlin
Medalha de bronze:
Uruguai
Marcela
Ott e Baraka Sharjah
Esteban Fort e Filou
Ignácio Ospitaleche e EO Jarás e Manuela Antonaccio
(atual Campeã Mundial de Young Riders - e Metiche)
24/07/2007
Pedro Rebouças
Assessor de Comunicação
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